segunda-feira, 31 de março de 2014

SBD023. Perdida na tempestade


Vamos proceder à publicação da digitalização da magnífica obra de Noël Gloesner «Perdida na Tempestade», tal como surgiu no Cavaleiro Andante nos fascículos entre o número 210 de 7 de Junho de 1956 e 313 de 28 de Dezembro de 1957, período em que o jornal estava na sua melhor fase com excelentes capas e BD de elevado nível.
Da acordo com Leonardo de Sá e António Dias de Deus,
«Perdida na Tempestade» pode ser dividida em três painéis pós revolucionários. No primeiro domina o «Terror Vermelho» e os dois heróis são uma pequena aristocrata (pretensamente filha do célebre chefe rebelde da Vendeia, Laroche-Jacquelin) e o jovem Tabor que a protege… Os vilões são Joseph Fouché (o tal que inventou a polícia política e trairia todos os partidos em que serviu) enquanto os protetores são Chabot (um ex-padre) e o próprio Danton. Curiosamente estes acabaram na realidade por ser guilhotinados enquanto que Fouché, Tallien, Barras, Talleyrand se finaram todos de morte natural. A justiça executou pela lâmina democrática do Dr. Guollotin os puros como Babeuf, Saint-Just, Robespierre enquanto poupou os corrutos sobreviventes.
Na segunda parte do tríptico, a situação passa para o «Terror Branco», com os progressos da reacção. Entretanto, os dois jovens tinham-se separado e cada um acolhera-se ao lugar que lhe competia. Anette tornou-se uma formosa rapariga e Petit-Jean tinha alcançado a patente de coronel. O reencontro é especialmente doloroso para ambos.
No terceiro painel, partem para a América e cortam de vez os laços com uma Europa devastada pelas tropas napoleónicas.
Na publicação do Passagens de BD, vamos ter de recorrer a uma divisão superior à que seria natural e atrás descrita já que a primeira fase espalha-se por mais de 70 páginas. Começaremos esta segunda-feira e, no sábado, terminaremos com o terceiro painel

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