Johnny Galaxia, nome que ressoa como promessa e como
destino. Quem é ele, senão esse cavaleiro moderno que trocou o cavalo pelo
vácuo infinito, e a espada pelo engenho frio das armas de um tempo sem
fronteiras? Vede-o, firme sobre o solo estranho, olhando ao longe aquele
castelo impossível, erguido como desafio à razão e à coragem. Que força o
chama? Que mistério o prende?
Ah! quantas vezes o homem, na sua ânsia de ultrapassar
limites, se lança por caminhos donde não há regresso! E, contudo, é nesse risco,
nesse abismo entre o querer e o poder, que reside a grandeza. Não será o tal
castelo, suspenso entre a lua e o silêncio, uma metáfora dessas ambições que
nos elevam e nos perdem?
Segue, pois, esta aventura, leitor amigo, não como quem busca mero entretenimento, mas como quem se aproxima de um espelho distante. Porque, entre estrelas e sombras, talvez reconheças, disfarçado de herói, o próprio espírito humano, inquieto, indomável, eternamente dividido entre o impulso de avançar… e o pressentimento de nunca mais regressar.






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