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terça-feira, 28 de julho de 2026

BD1934. Colecção Águia, 95. Sam Billie Bill em "Na pista dos Cheyennes"

Nas vastidões imensas onde o céu parece mais vasto que a própria esperança dos homens, e onde a terra, rude e indómita, se estende como um livro ainda por escrever, segue o passo errante de Sam Billie Bill, esse jovem de alma justa, mais inclinado à misericórdia que ao ferro, mais dado à compaixão que ao ruído da pólvora.

E eis que o destino, esse inexorável tecelão de encontros e desgraças, o lança no encalço de um povo perseguido, os Cheyennes, cuja sina parece já escrita não pelos deuses, mas pela cobiça dos homens que se dizem civilizados.

Vê-se então Sam no meio de uma marcha dolorosa, onde não há repouso nem certeza, apenas o estertor da fuga e o pressentimento da tragédia. De um lado, os soldados da União e os interesses dos brancos que reclamam a terra como quem reclama ouro; do outro, os filhos das planícies, expulsos do seu próprio destino, condenados a errar como sombras sobre a relva infinita.

E no coração desta tormenta, o jovem herói não empunha a violência como bandeira, antes se ergue como ponte frágil entre mundos que não se entendem. Procura ele mitigar o choque dos homens, conter a fúria do destino, e impedir que o sangue regue mais uma vez a poeira do deserto.

Mas que pode um só homem contra a marcha pesada da História? Ainda assim persiste, pois há em si essa nobre teimosia dos que acreditam que a justiça, ainda que tardia, não é sonho vão.

E assim se desenrola a jornada: cavalgadas sob o sol impiedoso, encontros prenhes de tensão, silêncios mais eloquentes que discursos, e sempre, sempre, a sombra da perda a pairar sobre os que fogem e os que perseguem.

Nota: como podem notar esta capa da Colecção Águia está incorreta.

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