Antigo oficial de guerra, homem de disciplina severa e
inteligência fria, abandonara há anos o uniforme para comandar um bando
especializado em assaltos a carregamentos de armas. Os seus golpes eram
rápidos, calculados e quase militares; e muitos afirmavam que, se a fortuna lhe
tivesse sido favorável noutra época, teria chegado a general.
Foi durante a perseguição a um desses roubos que Bill, o
Sorridente, se cruzou pela primeira vez com Françoise.
A jovem vivia ignorando metade das atividades do pai, ou
fingindo ignorá-las, protegendo dentro de si uma esperança ingénua de que
ainda seria possível arrancá-lo à violência. Bill, habituado a saloons,
perseguições e solidão, descobriu nela algo que o perturbou profundamente: paz.
Mas os homens do Oeste raramente recebem o direito de mudar
de vida sem pagar preço elevado.
Quando um último assalto às armas “Springfield” termina em desastre, o bando é cercado nas montanhas. O Virginiano, mortalmente ferido, compreende enfim que passou toda a existência combatendo guerras inúteis. E no instante derradeiro, já sem orgulho nem autoridade, pede apenas uma coisa ao homem que aprendera a respeitar: que não abandone Françoise.
Bill, inclinado junto do velho moribundo, promete casar com
ela.
Porém, depois do enterro, quando as primeiras luzes da
madrugada se derramam sobre as pradarias silenciosas, a promessa começa a
pesar-lhe no coração como uma sentença.
Porque amar Françoise significaria deixar para trás a
estrada, o cavalo, o revólver e a liberdade amarga que sempre definiram a sua
existência.
E talvez haja homens destinados não a possuir um lar…
mas apenas a atravessá-lo por breves instantes, antes de desaparecer novamente no horizonte.


















































