Enquanto o Império desaba e os Exércitos Vermelhos apertam o
cerco, um punhado de sobreviventes — aventureiros, mercenários, negociantes sem
escrúpulos, idealistas falhados e simples animais de fortuna — procura fugir do
caos através dos portos gelados do Extremo Oriente.
Entre eles seguem Kozakovich e o australiano Connor,
homens habituados à pólvora, ao azar e às más companhias.
À medida que Vladivostok mergulha em fome, assassínios e
traições, os refugiados procuram embarcação para escapar à Rússia antes da
chegada dos Vermelhos. Mas o navio que deveria significar salvação depressa se
revela um microcosmo da própria guerra: contrabandistas, oportunistas,
traficantes humanos, marinheiros armados e passageiros desesperados disputam
poder, dinheiro… e sobrevivência.
No meio daquele inferno flutuante surge uma figura
inesperada: Flora Brogdanovich.
Aquilo que parecia ser apenas uma sobrevivente entre muitas
revela-se outra coisa inteiramente. Flora lidera um grupo de mulheres
combatentes endurecidas pela guerra — mulheres que recusaram o papel de vítimas
e aprenderam a sobreviver pela faca, pela astúcia e pelo fogo.
Quando o navio mergulha numa espiral de motins, assassinatos
e acertos de contas, a velha distinção entre lobos e cordeiros
começa a desfazer-se.
Da fuga pela Sibéria às águas do Pacífico, “Os Lobos e os
Cordeiros” mistura aventura histórica, western oriental, noir marítimo e
tragédia revolucionária numa história onde ninguém sai limpo — mas alguns
conseguem permanecer vivos.
E, como a própria narrativa sugere:
muitas coisas não são aquilo que parecem.




















































