O guia da expedição, antigo explorador da fronteira, percebe
cedo que algo está errado. Os ataques indígenas tornaram-se estranhamente
coordenados, como se alguém soubesse exatamente o percurso da caravana. Além
disso, certos homens parecem mais nervosos com inspeções do que com os próprios
comanches.
A verdade revela-se aos poucos: um comerciante sem
escrúpulos esconde no interior da carroça dezenas de rifles e caixas de
munições destinadas aos indígenas. Pretende vendê-las secretamente a uma facção
guerreira que se prepara para lançar um grande ataque contra fortes e povoações
da região. Para ele, a guerra é apenas negócio.
Os índios não surgem apenas como “ameaça selvagem”, como em muitos westerns antigos; há aqui traficantes, oportunistas e interesses económicos brancos a alimentar o conflito. A fronteira deixa de ser um combate simples entre “civilização” e “barbárie”: torna-se um território onde a ganância humana fabrica a violência que depois finge combater.





Sem comentários:
Enviar um comentário