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sábado, 10 de outubro de 2026

BD1964. A grande aventura... por mares nunca dantes navegados

 

"O Mestre de Avis e a Fundação de Portugal Moderno" acompanha um dos períodos mais decisivos da História de Portugal: a crise sucessória de 1383-1385, que colocou em risco a independência do reino e conduziu ao nascimento da Dinastia de Avis.

A narrativa inicia-se nos últimos anos do reinado de D. Fernando I. Sem herdeiro masculino, o monarca deixa como sucessora a filha, D. Beatriz de Portugal, casada com o rei de Castela. A possibilidade de Portugal perder a sua autonomia provoca crescente inquietação entre a população e parte da nobreza.

O descontentamento agrava-se devido à influência exercida por Leonor Teles e pelo seu favorito, João Fernandes Andeiro, cuja relação é vista por muitos como escandalosa e prejudicial aos interesses nacionais. Após a morte de D. Fernando, Leonor Teles assume a regência, mas enfrenta uma oposição cada vez mais forte.

Nesse contexto emerge a figura do João I de Portugal, filho ilegítimo de D. Pedro I e Mestre da Ordem de Avis. Apoiado pelo povo de Lisboa, por sectores da burguesia e por alguns nobres, lidera a resistência contra a influência castelhana. O assassinato do Conde Andeiro marca o início aberto da revolta.

A crise evolui para uma guerra pela independência. Enquanto Castela invade Portugal para impor os direitos de D. Beatriz ao trono, o Mestre de Avis reúne apoios e vê a sua causa fortalecida pela acção de figuras como Nuno Álvares Pereira. As vitórias portuguesas culminam na decisiva Batalha de Aljubarrota, onde um exército numericamente inferior derrota as forças castelhanas.

Após a vitória, o Mestre de Avis é aclamado rei como D. João I, inaugurando uma nova dinastia. A obra termina mostrando como a estabilidade alcançada permitiu a Portugal iniciar uma nova etapa histórica. Sob os reis de Avis surgem as condições políticas, económicas e culturais que conduziriam à expansão marítima portuguesa, aos Descobrimentos e à construção de um império ultramarino.

Temas centrais

  • Defesa da independência nacional.
  • Legitimidade do poder e sucessão dinástica.
  • Conflito entre interesses pessoais e bem comum.
  • O papel do povo na História.
  • A fundação da Dinastia de Avis como origem de uma nova era.

Final histórico

O encerramento da série parece seguir a interpretação clássica de José Garcês: a crise de 1383-1385 não foi apenas uma guerra sucessória, mas o momento fundador do Portugal moderno. A vitória de Avis assegurou a independência do reino e abriu caminho à geração que, algumas décadas mais tarde, lançaria as grandes viagens oceânicas e a epopeia dos Descobrimentos.

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