terça-feira, 15 de setembro de 2026

BD1950. Kozakovich & Connors em "Lobos e Carneiros"

Rússia, nos derradeiros dias da Guerra Civil.

Enquanto o Império desaba e os Exércitos Vermelhos apertam o cerco, um punhado de sobreviventes — aventureiros, mercenários, negociantes sem escrúpulos, idealistas falhados e simples animais de fortuna — procura fugir do caos através dos portos gelados do Extremo Oriente.

Entre eles seguem Kozakovich e o australiano Connor, homens habituados à pólvora, ao azar e às más companhias.

À medida que Vladivostok mergulha em fome, assassínios e traições, os refugiados procuram embarcação para escapar à Rússia antes da chegada dos Vermelhos. Mas o navio que deveria significar salvação depressa se revela um microcosmo da própria guerra: contrabandistas, oportunistas, traficantes humanos, marinheiros armados e passageiros desesperados disputam poder, dinheiro… e sobrevivência.

No meio daquele inferno flutuante surge uma figura inesperada: Flora Brogdanovich.

Aquilo que parecia ser apenas uma sobrevivente entre muitas revela-se outra coisa inteiramente. Flora lidera um grupo de mulheres combatentes endurecidas pela guerra — mulheres que recusaram o papel de vítimas e aprenderam a sobreviver pela faca, pela astúcia e pelo fogo.

Quando o navio mergulha numa espiral de motins, assassinatos e acertos de contas, a velha distinção entre lobos e cordeiros começa a desfazer-se.

Quem são, afinal, os predadores?
Os homens armados?
Os comerciantes da miséria?
Ou aqueles que aprenderam demasiado tarde que, em tempo de guerra, a inocência é um luxo mortal?

Da fuga pela Sibéria às águas do Pacífico, “Os Lobos e os Cordeiros” mistura aventura histórica, western oriental, noir marítimo e tragédia revolucionária numa história onde ninguém sai limpo — mas alguns conseguem permanecer vivos.

E, como a própria narrativa sugere:

muitas coisas não são aquilo que parecem.

 

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