A acção decorre em 1938, numa Europa à beira da Segunda
Guerra Mundial. Enquanto as tensões políticas aumentam e os serviços secretos
das grandes potências travam uma guerra silenciosa nas sombras, Budapeste
transforma-se num perigoso tabuleiro de espionagem internacional.
Max Fridman, antigo agente dos serviços secretos franceses,
vive afastado das intrigas políticas e procura levar uma existência discreta.
Porém, é convencido a regressar ao activo quando uma rede clandestina francesa,
conhecida por "Rapsódia", é desmantelada na Hungria em circunstâncias
misteriosas. A missão parece simples: descobrir quem eliminou os agentes e
porquê.
Ao chegar a Budapeste, Fridman vê-se envolvido numa complexa
teia de conspirações, traições e identidades ocultas. Entre cafés elegantes,
hotéis discretos, ruas sombrias e encontros secretos, percebe que nada é o que
parece. Cada nova pista conduz a novos mistérios e a um cenário político cada
vez mais ameaçador, onde espiões, nacionalistas, agentes estrangeiros e
refugiados se cruzam numa atmosfera de crescente tensão.
Mais do que uma simples aventura de espionagem, Rapsódia
Húngara é um retrato da Europa Central nos últimos meses de paz antes da
guerra. Giardino combina intriga política, suspense e rigor histórico,
construindo uma narrativa elegante e adulta que consagrou internacionalmente a
personagem Max Fridman.
Temas principais
- Espionagem
internacional na Europa pré-guerra.
- Conflitos
ideológicos dos anos 1930.
- Identidades
secretas e traição.
- O
avanço das ditaduras europeias.
- O
indivíduo confrontado com grandes acontecimentos históricos.
A primeira parte, publicada no Volume 31 do Jornal da BD, fascículo n.º 243, funciona sobretudo como introdução ao mistério: apresenta Max Fridman, o ambiente opressivo de Budapeste e as primeiras peças de uma conspiração que se revelará muito mais vasta do que inicialmente parecia.




















































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